empunha o verbo existir como uma arma e deixa teu dedo engatilhado toda vez que quiserem apagar-te. Atira esse verbo na cara de quem não te enxerga como tu és. Esfrega no peito do teu algoz esse infinitivo definitivo. Faça ele engolir o verbo, e engasgá-lo com a aspereza da tua existência. E em dias que te sentires em meia fase, qu ase transparente, transcende e grita: existo, apesar de!
para as plantas não morrerem de tédio em seus minúsculos vasos-cubículos, sussurro tragédias gregas em detalhes. Logo, respondem em viço, aguardando o final de suplício de algum humano imprudente, que ousou igualar-se ao divino. "Estúpidos, eles sempre foram, mas ainda sou seu inquilino", pensa o cacto constrito em um espaço ridículo, enquanto ouve os tristes fins de heróis malditos.
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