Sou
empunha o verbo existir como uma arma e deixa teu dedo engatilhado toda vez que quiserem apagar-te. Atira esse verbo na cara de quem não te enxerga como tu és. Esfrega no peito do teu algoz esse infinitivo definitivo. Faça ele engolir o verbo, e engasgá-lo com a aspereza da tua existência. E em dias que te sentires em meia fase, quase transparente, transcende e grita: existo, apesar de!
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